Sexta-feira, 09.03.12

As raparigas do Norte

As raparigas do Norte,  por Miguel Esteves Cardoso


''As raparigas do Norte" têm belezas perigosas, olhos impossíveis.
Têm o ar de quem pertence a si própria.
Andam de mãos nas ancas.
Olham de frente.
Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam.
Confiam, mas não dão confiança. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas.

 

Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala

 

e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito.

 

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.      
As mulheres do Norte deveriam mandar neste país.
Têm o ar de que sabem o que estão a fazer."

 

publicado por PensamentosArticulados às 23:39 | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 18.01.12

Bang - Bang

 

 

 

 

Eu gosto sempre de descortinar o homem

desmascarando-o e confessar como eles são.

Fazem sempre de conta que nos ouvem quando

lhes queremos dizer algo de importante.

Às vezes depois de a porta se fechar

e de darem conta que já lá não estamos

é que se lembram que existimos.

E só quando a pila fala mais alto é que nos ligam

( really!?.. your dick is not even a fucking dancer)!

publicado por PensamentosArticulados às 15:34 | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 11.01.12

Um dia expulso-te daqui de dentro

 

Na paixão procura-se intimidade..

No amor procura-se segurança.

Sendo a paixão um estado avassalador

e, que no entanto só nos fode..

Onde fica a calma necessária para

se aguentar esta onda de sentimentos?

publicado por PensamentosArticulados às 16:45 | comentar
Segunda-feira, 19.12.11

Cigarettes and Polaroids

publicado por PensamentosArticulados às 21:42 | comentar | ver comentários (3)
Sexta-feira, 18.11.11

...butterflys

                      

 

 


"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses"

publicado por PensamentosArticulados às 21:48 | comentar | ver comentários (4)
Domingo, 13.11.11

looking forward

 

 

  

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 22:24 | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 07.11.11

Um email, e não de um louco

 

 

 

 

Eu recebi um email  muito engraçado, sem dúvida, e muito elucidativo.. Digamos que a história tem "malandrice" do ponto de vista dos mais "brincalhões", claro(!) E resolvi partilhar.

Então é assim..

- Um português recebeu de um seu amigo nova-iorquino, que conhece bem Portugal a seguinte resposta, quando lhe disse: Sabes, nós os portugueses, somos pobres ... Esta foi a sua resposta: "Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

 

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

 

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

 

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

 

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*

*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

 

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.

 

Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

 

Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

 

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........."

POR MIM, NÃO DEIXAREI DE AVIVAR A MEMÓRIA DOS ESQUECIDOS !...

 

Um dos Motivos por que o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros de transacções intra bancárias......???

Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já estão por lá hoje.

Correcto???? Se pensa que não, vejamos:

Fernando Nogueira:

Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa

Agora - Presidente do BCP Angola

José de Oliveira e Costa: (O TAL QUE ESTEVE NA GAIOLA)

Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)

Antes - Ministro dos Assuntos Sociais

Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só gamanço)

Presidente do Conselho Executivo da FLAD

Armando Vara: (AQUELE A QUEM O SUCATEIRO DAVA CAIXAS DE ROBALOS)

Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro

Agora - Vice-Presidente do BCP (demissionário a seu pedido, antes que levasse um chuto no cú)

Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)

Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',

Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000EUR x 15 meses por ano até morrer...)

António Vitorino:

Antes -Ministro da Presidência e da Defesa

Agora -Vice-Presidente da PT Internacional;

Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador RTP)

Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)

Antes - Ministra da Justiça

Agora - Vogal do CA da CGD (QUE MARAVILHA - ORDENADO PRINCIPESCO - O ZÉ PAGA)

José Silveira Godinho:

Antes - Secretário de Estado das Finanças

Agora - Administrador do BES (VIVA O LUXO)

João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)

Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros

Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).

Elias da Costa:

Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -

Agora - Vogal do CA do BES (POIS CLARO, AGORA É BANQUEIRO

Ferreira do Amaral: (O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)

Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)

Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).

etc etc etc...

O que é isto ?

Cunha ?

Gamanço ?

Portugal no seu esplendor .

...e depois até queriam que se declarasse as prendas de casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar esta canalha nojenta !

Não te cales, A DENUNCIA É O PRINCIPIO DE "ALGO" QUE TERÁ DE ACONTECER!

Passa este e-mail, fá-lo circular por Portugal.

fiz a minha parte (.) . . .

publicado por PensamentosArticulados às 22:03 | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 04.11.11

Ainda há pouco começou e já fartinha dele..

Detesto o Inverno, chuva.. frio, camadas e camadas de roupa.. e mais frio, chuva..
O vento que nos estraga o penteado mal pomos a ponta dos sapatos de fora da porta.
Enfim, o melhor é fazer as malas e ir morar para um país tropical.
publicado por PensamentosArticulados às 17:19 | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 21.10.11

Secret place..

publicado por PensamentosArticulados às 17:45 | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 25.09.11

STOP (!!)

 

 

 

( Dear heart, I know it's your work to give love and care, but when I say STOP PLEASE LISTEN).

publicado por PensamentosArticulados às 13:09 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 15.09.11

Bye bye Summer

 

 

 

E pronto, chegou ao fim o  Verão..

publicado por PensamentosArticulados às 09:54 | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 06.09.11

Porque os luxos são necessidades..

 

.. e as necessidades Luxos.  ( Wilde )

publicado por PensamentosArticulados às 10:45 | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 03.09.11

Love is the key to everything

 

publicado por PensamentosArticulados às 12:45 | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 28.08.11

Concernentemente

 

 

 

Sofrer torna-nos mais sensíveis até nos esmagar completamente.

Entre mim e ele desenvolvia-se uma nova espécie de intimidade,

alimentada muito por ele, mesmo até, definida por ele.

Embora eu fosse suficientemente mundana para compreender

que a amizade só pode florescer se for regada com tacto e

enxugada com silêncios diplomáticos.

Mas com um amigo, reconhecem-se os limites,

mas dentro desses limites, responde-se com candura;

com um amante, espera-se comunhão

sem limites, mas  com recurso a estratagema.

Ele valorizava demasiadamente a importância de cada palavra.

Exprimia-se em grande parte por códigos linguísticos,

e fartava-se de dizer que possuimos mesmo

valores relacionais, como seja a verdade que se consubstanciam em palavras.

Dizia-me que era necessário conhecer as palavras, para lhe dar o devido uso.

De certa forma eu achava-o um ser de muito saber,

lia livros em várias línguas, sabia tudo sobre alegoria

medieval, sobre o sistema politico de cada país.

Para a minha maneira de ver as coisas, claro, saber

não era inteligência. Acreditava naquele isótopo puro,

radioso chamado "inteligência geral", algo

tão abstracto que qualquer conhecimento concreto só podia diminuir.

É estranho conseguir admitir isto com tanta facilidade.

Mas se calhar a verdade das palavras terá, como objectivo,

incidir em nós uma profunda  e sóbria leveza.

Um "sentimento inconsciente" é, para mim, uma

impossibilidade; a única coisa que sabemos

de certeza é o que estamos a sentir.

Pelo menos agora eu acredito que ninguém pode corrigir

os nossos sentimentos; eles são puros, incorrigíveis.

Ele achava-me uma pessoa sem sentido 

de humor, no sentido vulgar, fartava-se de me dizer

que tinha que me libertar de tudo aquilo que  me prendia.

 E eu em contrapartida atirava rapidamente que os românticos

deviam ser postos de parte por serem exageradamente sentimentais e de cabeça oca.

Ele dizia que achava chocante o meu descaso aéreo

do que é justo. - "É quase como se te falta-se toda uma faculdade crítica".

Eu não queria ir ao fundo de nada, excepto de ideias.

Ele desprezava Freud, que achava um completo charlatão,

e insistia em que nenhum dos seus pontos de vista.

- De que há um inconsciente, de que o sexo é uma

chave da motivação, e que a infância forma a personalidade adulta.

- Nunca tinham sido provados, nem eram susceptíveis de verificação.

Ele dizia que estas noções bizarras apenas tinham sido repetidas

com tanta frequência que o público, encarneirado, tinha acabado por as aceitar.

Por vezes e quando questionada, eu não conseguia achar as respostas, por não conseguir

formular as perguntas, e ele perdoava-me a ligeireza de raciocínio afagando-me os cabelos.

Era este entendimento e, o completo despego de resposta, que me  levava a enfatuar-me por ele.

publicado por PensamentosArticulados às 19:53 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 25.08.11

bad time in the jungle..

publicado por PensamentosArticulados às 23:38 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 24.08.11

When certain articles to confirm a 'shit' reading

 

 Evidentemente que, o artigo não expressa isenção.

Aqui fica o link. http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=26867&opiniao=Pol%EDtica+a+S%E9rio

 

publicado por PensamentosArticulados às 23:28 | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 23.08.11

So curious..

 

This is in swedish, and they are saying: 
"Was it good?"
"Mhm! You really succeded with this, Britta.. It taste like shit!"

publicado por PensamentosArticulados às 20:55 | comentar | ver comentários (1)

DSK/Camareira Vigarista

 

 

O caso DSK com contornos escabrosos e note-se; 'escabrosos' no sentido  de serem bastante dúbios, tem sido alvo de algumas teorias conspiracionistas.

Senão vejamos: no dia 1 de julho o The New York Times noticiava ( e não podia ser manobra de desinformação da defesa, porque as fontes eram da procuradoria de Manhattan, que investiga) a suposta agressão sexual de Dominique Strausse-Kahn a uma camareira do Hotel Sofitel.

Mas, há tantas incongruências nos testemunhos da vítima que o caso estará prestes a cair. O volte-face deveu-se, principalmente à gravação de uma conversa telefónica entre Nafissatou Diallo com um traficante de droga, preso no Arizona, no dia seguinte à suposta tentativa de violação. " Não te preocupes, este tipo tem montes de dinheiro, e eu sei o que estou a fazer". A conversa foi em dialecto fulani, da Guiné, mas houve mais: a procuradoria descobriu que no último ano foram depositados 100 mil dólares em dinheiro, em 4 contas bancárias da Camareira. Disse ainda que não sabia quem era DSK, o que é falso (o serviço do hotel afixava fotos dos hospedes mais importantes), que saíra do quarto a correr após ter sido agredida sexualmente para se queixar (o que é falso) limpou outro e voltou ao 2806 à espera de encontrar dinheiro, supostamente a troco de favores sexuais; terá então discutido com DSK.

Para alguns adeptos de terorias conspiracionistas (como eu), tudo isto «demonstra» a existência de uma cilada preparada pela alta finança internacional, pela CIA e até pelo Presidente Obama. Uma dessas teses pretende que todos os protagonistas assustados com a perspectiva de DSK ir à cimeira do G20, na cidade gaulesa de  Deauville, realizada a 26 de Maio, teriam concebido uma cilada para o afastarem do FMI.

Objectivo: impedi-lo de propor aos principais dirigentes do planeta a utilização dos DTE, que é nada mais que a unidade de pagamentos do FMI, direitos de tiragem especiais, como substituto ao dólar nos pagamentos internacionais - o que como é óbvio, enfraqueceria os EUA.

Daí que haja agora quem sublinhe que a reviravolta ocorreu na sequência da nomeação da cordata Cristine Lagarde para suceder a DSK no FMI, e quando ele já não podia voltar. Que os DTE estejam muito longe de poder substituir o dólar não incomoda os adeptos desta tese.

Outra da teoria aventa que tudo foi uma cilada ( sendo que cilada se torna cada vez mais um dado adquirido ) do Eliseu: a direita, prevendo que o Presidente Sarkozy seria derrotado por DSK em 2012, teria urdido uma armadilha com base na sua maior vulnerabilidade - o vício do sexo.

publicado por PensamentosArticulados às 10:35 | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 19.08.11

How do you feel today?

   

Don't be afraid

 of a little bit of Pain ..

The Pleasure is the other side!

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:21 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 18.08.11

Praia de Apúlia (Esposende)

publicado por PensamentosArticulados às 21:04 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 17.08.11

Heard?

  

 

.. Nothing to say, nothing to say ..

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 22:26 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 10.08.11

Love It

publicado por PensamentosArticulados às 23:16 | comentar | ver comentários (1)

How do you feel today?

 

 

 

O amor é uma companhia. Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa e ver menos,
e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto
 na ausência dela. Todo eu sou qualquer força que me abandona. 
Toda a realidade olha para mim como um girassol 
com a cara dela no meio. (Alberto Caeiro)

 

 

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Domingo, 07.08.11

What do you think about?

  • Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música." (Aldous Huxley)
  • "A música é o barulho que pensa." (Victor Hugo) 
  • "Sem a música, a vida seria um erro." (Friedrich Nietzsche) 
  • "A música é o remédio da alma triste." (Walter Haddon)
  • "A música é o estímulo de todos os sentidos" (Mia Wallace)
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Sábado, 06.08.11

O que diz uma Tia a um Sobrinho?

 

Sinto saudade daquela fase, em que ainda não sabias articular uma palavra..

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Quinta-feira, 04.08.11

Delirium

 
Saio do banho..
Escuto uma música pela casa.. Chegaste?  
Sou capaz de ouvir um som encantador..
Como se fosse uma flauta,vou ao teu encontro e,
vejo-te sentada à minha espera.. Sim.. Agora esperas tu..
Esta noite pertences-me! Abro bem as tuas pernas..
As tuas coxas quentes transpiram de desejo..
Sabes até onde te quero levar mas..
Agora esperas tu.. Despes-te rapidamente,
enquanto isso.. As minhas mãos sobem e descem,
e tu.. Levantas-te, mas eu afasto-me.. Sem pressas
contorces-te e eu agarro os teus peitos.. Provoco-te
e uivas de prazer.. Mas tu não aguentas, atacas-me e
arrancas-me os boxers.. Eu disse, agora esperas tu..
Grande maluca! Arrepio-te! Quando em delírio violento..
Num ritmo desenfreado, sacío o meu desejo..
Que mesmo agora ainda o vejo.. E sinto o sugar, 
o morder, o mamar, o beijar..

Gosto dos venenos mais lentos,..

Das bebidas mais fortes,

Das drogas mais poderosas,..

dos cafés mais amargos.

Tenho um apetite voraz..

E os delírios mais loucos!

                                            ( Autor desconhecido )
                                                   

 

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Not a morning person

publicado por PensamentosArticulados às 10:45 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 03.08.11

(...)

 

 

Eu gosto que os poemas sejam poéticos..

E que a prosa seja prosaica..

Que a religião seja profética..

E que a filosofia seja cristalina..

 

"Dêem-me Bertrand Russell todos os dias".

publicado por PensamentosArticulados às 21:17 | comentar

How do you feel today?

 

The verb after the love should be care..

 

 

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Terça-feira, 02.08.11

Tabacaria (Alvaro de Campos)

«Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.»
Janelas do meu quarto, do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é(E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, para uma rua inacessível a todos os pensamentos, real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, com o destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, e não tivesse mais irmandade com as coisas senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua a fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada de dentro da minha cabeça, e uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida. Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo à Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, e à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, desci dela pela janela das traseiras da casa. Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, e quando havia gente era igual à outra. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso?  Mas penso tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Génio? Neste momento cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu. E a história não marcará, quem sabe?nem um, nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Não, não creio em mim. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo? Não, nem em mim.. Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo. Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando ?Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas - E quem sabe se realizáveis. Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente? O mundo é para quem nasce para o conquistar e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão. Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez .Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo. Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu. Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda. Ainda que não more nela; Serei sempre o que não nasceu para isso; Serei sempre só o que tinha qualidades; Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta. E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira, e ouviu a voz de Deus num poço tapado. Crer em mim? Não, nem em nada. Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente o seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo, e o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha. Escravos cardíacos das estrelas, conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama; Mas acordámos e ele é opaco, levantamo-nos e ele é alheio, saímos de casa e ele é a terra inteira, mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;Come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates. Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria. Come, pequena suja, come! Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes! Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho, deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca sere.i A caligrafia rápida destes versos, Pórtico partido para o Impossível. Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas, nobre ao menos no gesto largo com que atiro a roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas, e fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas, ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva, ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta, ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida, ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua, ou cocote célebre do tempo dos nossos pais, ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire! Meu coração é um balde despejado. Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco a mim mesmo e não encontro nada. Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta. Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam, vejo os cães que também existem, etudo isto me pesa como uma condenação ao degredo, e tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até criei, hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu .Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira, e penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo e que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube, e o que podia fazer de mim não o fiz .O dominó que vesti era errado. Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho,Já tinha envelhecido. Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado. Deitei fora a máscara e dormi no vestiário como um cão tolerado pela gerência por ser inofensivo e vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis, quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse, e não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte, calcando aos pés a consciência de estar existindo, como um tapete em que um bêbado tropeça ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta. Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada e com o desconforto da alma mal-entendendo. Ele morrerá e eu morrerei. Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos. A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também. Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta, e a língua em que foram escritos os versos. Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu. Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas, sempre uma coisa defronte da outra, sempre uma coisa tão inútil como a outra, sempre o impossível tão estúpido como o real, sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície, sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?), e a realidade plausível cai de repente em cima de mim. Semiergo-me enérgico, convencido, humano, evou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los e saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos. Sigo o fumo como a uma rota própria,e gozo, num momento sensitivo e competente, a libertação de todas as especulações e a consciência de que a metafísica é uma consequência de se estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira e continuo fumando .Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira talvez fosse feliz.) Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?). Ah, conheco-o; é o Esteves sem metafísica. (O Dono da Tabacaria chegou à porta.) Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!E o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.


publicado por PensamentosArticulados às 23:58 | comentar | ver comentários (1)

O gato preto (Edgar Allan Poe)

 

 

Não espero nem peço que se dê crédito à história sumamente extraordinária e,
no entanto, bastante doméstica que vou narrar. Louco seria eu se esperasse tal
coisa, tratando-se de um caso que os meus próprios sentidos se negam a
aceitar. Não obstante, não estou louco e, com toda a certeza, não sonho. Mas
amanhã morro e, por isso, gostaria, hoje, de aliviar o meu espírito. O meu
propósito imediato é apresentar ao mundo, clara e sucintamente, mas sem
comentários, uma série de simples acontecimentos domésticos. Devido às suas
consequências, tais acontecimentos me aterrorizaram, torturaram e destruíram.
No entanto, não tentarei esclarecê-los. Em mim, quase não produziram outra
coisa senão horror — mas, em muitas pessoas, talvez lhes pareçam menos
terríveis que grotesco. Talvez, mais tarde, haja alguma inteligência que reduza
o meu fantasma a algo comum — uma inteligência mais serena, mais lógica e
muito menos excitável do que, a minha, que perceba, nas circunstâncias a que
me refiro com terror, nada mais do que uma sucessão comum de causas e
efeitos muito naturais.
Desde a infância, tornaram-se patentes a docilidade e o sentido humano do
meu caráter. A ternura do meu coração era tão evidente, que me tomava alvo
dos gracejos dos meus companheiros. Gostava,
especialmente, de animais, e os meus pais me permitiam possuir grande
variedade deles. Passava com eles quase todo o meu tempo, e jamais me sentia
tão feliz como quando lhes dava de comer ou os acariciava. Com os anos,
aumentou esta peculiaridade do meu caráter e, quando me tomei adulto, fiz
dela uma das minhas principais fontes de prazer. Aos que já sentiram afecto por
um cão fiel e sagaz, não preciso dar-me ao trabalho de explicar a natureza ou a
intensidade da satisfação que se pode ter com isso. Há algo, no amor
desinteressado, e capaz de sacrifícios, de um animal, que toca direvtamente o
coração daqueles que tiveram ocasiões frequentes de comprovar a amizade
mesquinha e a frágil fidelidade de um simples homem.
Casei cedo, e tive a sorte de encontrar na minha mulher disposição
semelhante à minha. Notando o meu amor pelos animais domésticos, não
perdia a oportunidade de arranjar as espécies mais agradáveis de bichos.
Tínhamos pássaros, peixes dourados, um cão, coelhos, um macaquinho e um
gato.
Este último era um animal extraordinariamente grande e belo, todo negro e de
espantosa sagacidade.
Ao referir-se à sua inteligência,  a minha mulher, que, no íntimo do seu coração,
era um tanto supersticiosa, fazia frequentes alusões à antiga crença popular de
que todos os gatos pretos são feiticeiras disfarçadas. Não que ela se referisse
seriamente a isso: menciono o facto apenas porque aconteceu lembrar-me disso
neste momento.
Pluto — assim se chamava o gato — era o meu preferido, com o qual eu mais
me distraía. Só eu o alimentava, e ele me seguia sempre pela casa. Tinha
dificuldade, mesmo, em impedir que me acompanhasse pela rua.
A nossa amizade durou, desse modo, vários anos, durante os quais não só o meu
carácter como o meu temperamento — enrubesço ao confessá-lo — sofreram,
devido ao demónio da intemperança, uma modificação radical para pior.
Tomava-me, dia a dia, mais taciturno, mais irritadiço, mais indiferente aos
sentimentos dos outros. Sofria ao empregar linguagem desabrida ao dirigir-me
à minha mulher. No fim, cheguei mesmo a tratá-la com violência. Os meus
animais, certamente, sentiam a mudança operada em meu carácter. Não apenas
não lhes dava atenção alguma, como, ainda, os maltratava. Quanto a Pluto,
porém, ainda despertava em mim consideração suficiente que me impedia de
maltratá-lo, ao passo que não sentia escrúpulo algum em maltratar os coelhos,
o macaco e mesmo o cão, quando, por acaso ou afecto, cruzavam no meu
caminho. Meu mal, porém, ia tomando conta de mim — que outro mal pode
se comparar ao álcool? — e, no fim, até Pluto, que começava agora a
envelhecer e, por conseguinte, se tomara um tanto rabugento, até mesmo Pluto
começou a sentir os efeitos de meu mau humor.
Certa noite, ao voltar a casa, muito embriagado, de uma das minhas andanças
pela cidade, tive a impressão de que o gato evitava a minha presença.
Apanhei-o, e ele, assustado perante a minha violência, me feriu a mão,
levemente, com os dentes. Uma fúria demoníaca apoderou-se,
instantaneamente, de mim.
Já não sabia mais o que estava a fazer. Dir-se-ia que, súbito,  a minha alma
abandonara o corpo, e uma perversidade mais do que diabólica, causada pela
genebra, fez vibrar todas as fibras do meu ser. Tirei do bolso um canivete,
abri-o, agarrei o pobre animal pela garganta e, friamente, arranquei a sua
órbita um dos olhos! Enrubesço, estremeço, abraso-me de vergonha, ao
referir-me, aqui, a essa abominável atrocidade.
Quando, com a chegada da manhã, voltei à razão — dissipados já os vapores
de minha orgia noturna — , experimentei, pelo crime que praticara, um
sentimento que era um misto de horror e remorso; mas não passou de um
sentimento superficial e equívoco, pois a minha alma permaneceu impassível.
Mergulhei novamente em excessos, afogando logo no vinho a lembrança do
que acontecera.
Entrementes, o gato se restabeleceu, lentamente. A órbita do olho perdido
apresentava, é certo, um aspecto horrendo, mas não parecia mais sofrer
qualquer dor. Passeava pela casa como de costume, mas, como bem se poderia
esperar, fugia, tomado de extremo terror, à minha aproximação. Restava-me
ainda o bastante de meu antigo coração para que, a princípio, sofresse com
aquela evidente aversão por parte de um animal que, antes, me amara tanto.
Mas esse sentimento logo se transformou em irritação. E, então, como para
perder-me final e irremissivelmente, surgiu o espírito da perversidade.
Desse espírito, a filosofia não toma conhecimento. Não obstante, tão certo
como existe a minha alma, creio que a perversidade é um dos impulsos
primitivos do coração humano - uma das faculdades, ou sentimentos
primários, que dirigem o carcáter do homem. Quem não se viu, centenas de
vezes, a cometer acções vis ou estúpidas, pela única razão de que sabia que não
devia cometê-las? Acaso não sentimos uma inclinação constante mesmo
quando estamos no melhor do nosso juízo, para violar aquilo que é lei,
simplesmente por que a compreendemos como tal? Esse espírito de
perversidade, digo eu, foi a causa de minha queda final. O vivo e insondável
desejo da alma de atormentar-se a si mesma, de violentar sua própria natureza,
de fazer o mal pelo próprio mal, foi o que me levou a continuar e, afinal, a
levar a cabo o suplício que infligira ao inofensivo animal. Uma manhã, a
sangue frio, meti-lhe um nó corredio em torno do pescoço e enforquei-o no
galho de uma árvore. Fi-lo com os olhos cheios de lágrimas, com o coração
transbordante do mais amargo remorso. Enforquei-o porque sabia que ele me
amara, e porque reconhecia que não me dera motivo algum para que me
voltasse contra ele.
Enforquei-o porque sabia que estava cometendo um pecado — um pecado
mortal que comprometia a minha alma imortal, afastando-a, se é que isso era
possível, da misericórdia infinita de um Deus infinitamente misericordioso e
infinitamente terrível.
Na noite do dia em que foi cometida essa acção tão cruel, fui despertado pelo
grito de "fogo!". As cortinas da minha cama estavam em chamas. Toda a casa
ardia. Foi com grande dificuldade que  a minha mulher, uma criada e eu
conseguimos escapar do incêndio. A destruição foi completa. Todos os meus
bens terrenos foram tragados pelo fogo, e, desde então, me entreguei ao
desespero.
Não pretendo estabelecer relação alguma entre causa e efeito - entre o desastre
e a atrocidade por mim cometida. Mas esto a descrever uma sequência de
factos, e não desejo omitir nenhum dos elos dessa cadeia de acontecimentos.
No dia seguinte ao do incêndio, visitei as ruínas. As paredes, com excepção de
uma apenas, tinham desmoronado. Essa única excepção era constituída por um
fino tabique interior, situado no meio da casa, junto ao qual se achava a
cabeceira da minha cama. O reboco havia, aí, em grande parte, resistido à acção
do fogo — coisa que atribuí ao facto de ter sido ele construído recentemente.
Densa multidão se reunira em torno dessa parede, e muitas pessoas
examinavam, com particular atenção e minuciosidade, uma parte dela, as
palavras "estranho!", "singular!", bem como outras expressões semelhantes,
despertaram-me a curiosidade. Aproximei-me e vi, como se gravada em
baixo-relevo sobre a superfície branca, a figura de um gato gigantesco. A
imagem era de uma exactidão verdadeiramente maravilhosa. Havia uma corda
em tomo do pescoço do animal.
Logo que vi tal aparição — pois não poderia considerar aquilo como sendo
outra coisa — , o assombro e terror que se me apoderaram foram extremos.
Mas, finalmente, a reflexão veio em meu auxílio. O gato, lembrei-me, fora
enforcado num jardim existente junto à casa. Aos gritos de alarma, o jardim
fora imediatamente invadido pela multidão. Alguém deve ter retirado o animal
da árvore, lançando-o, através de uma janela aberta, para dentro do meu
quarto. Isso foi feito, provavelmente, com a intenção de despertar-me. A
queda das outras paredes havia comprimido a vítima da minha crueldade no
gesso recentemente colocado sobre a parede que permanecera de pé. A cal do
muro, com as chamas e o amoníaco desprendido da carcaça, produzira a
imagem tal qual eu agora a via.
Embora isso satisfizesse prontamente a minha razão, não conseguia fazer o
mesmo, de maneira completa, com  a minha consciência, pois o surpreendente
facto que acabo de descrever não deixou de causar-me, apesar de tudo,
profunda impressão. Durante meses, não pude livrar-me do fantasma do gato
e, nesse espaço de tempo, nasceu no meu espírito uma espécie de sentimento
que parecia remorso, embora não o fosse. Cheguei, mesmo, a lamentar a perda
do animal e a procurar, nos sórdidos lugares que então frequentava, outro
bichano da mesma espécie e de aparência semelhante que pudesse substituí-lo.
Uma noite, em que me achava sentado, meio aturdido, num antro mais do que
infame, tive a atenção despertada, subitamente, por um objecto negro que jazia
no alto de um dos enormes barris, de genebra ou rum, que constituíam quase
que o único mobiliário do recinto. Fazia já alguns minutos que olhava
fixamente o alto do barril, e o que então me surpreendeu foi não ter visto antes
o que havia sobre o mesmo. Aproximei-me e toquei-o com a mão. Era um
gato preto, enorme — tão grande quanto  o Pluto — e que, sob todos os aspectos,
salvo um, se assemelhava a ele. O Pluto não tinha um único pêlo branco em todo
o corpo — e o bichano que ali estava possuía uma mancha larga e branca,
embora de forma indefinida, a cobrir-lhe quase toda a região do peito.
Ao acariciar-lhe o dorso, ergueu-se imediatamente, ronronando com força e
esfregando-se na minha mão, como se a minha atenção lhe causasse prazer.
Era, pois, o animal que eu procurava. Apressei-me em propor ao dono a sua
aquisição, mas este não manifestou interesse algum pelo felino. Não o
conhecia; jamais o vira antes.
Continuei a acariciá-lo e, quando me dispunha a voltar para casa, o animal
demonstrou disposição de acompanhar-me. Permiti que o fizesse — detendo-me,
de vez em quando, no caminho, para acariciá-lo.
Ao chegar, sentiu-se imediatamente à vontade, como se pertencesse à casa,
tornando-se, logo, um dos bichanos preferidos da minha mulher.
Da minha parte, passei a sentir logo aversão por ele. Acontecia, pois,
justamente o contrário do que eu esperava. Mas a verdade é que - não sei
como nem porquê — seu evidente amor por mim me desgostava e aborrecia.
Lentamente, tais sentimentos de desgosto e fastio se converteram no mais
amargo ódio. Evitava o animal. Uma sensação de vergonha, bem como a
lembrança da crueldade que praticára, impediam-me de maltratá-lo
fisicamente. Durante algumas semanas, não lhe bati nem pratiquei contra ele
qualquer violência; mas, aos poucos - muito gradativamente — , passei a
sentir por ele inenarrável horror, fugindo, em silêncio, de sua odiosa presença,
como se fugisse de uma peste.
Sem dúvida, o que aumentou o meu horror pelo animal foi a descoberta, na
manhã do dia seguinte ao que o levei para casa, que, como o Pluto, também
havia sido privado de um dos olhos. Tal circunstância, porém, apenas
contribuiu para que  a minha mulher sentisse por ele maior carinho, pois, como
já disse, era dotada, em alto grau, dessa ternura de sentimentos que constituíra,
em outros tempos, um dos meus traços principais, bem como fonte de muitos
dos meus prazeres mais simples e puros.
No entanto, a preferência que o animal demonstrava pela minha pessoa
parecia aumentar em razão directa da aversão que sentia por ele. Seguia-me os
passos com uma pertinácia que dificilmente poderia fazer com que o leitor
compreendesse. Sempre que me sentava, enrodilhava-se embaixo da minha
cadeira, ou me saltava ao colo, cobrindo-me com as suas odiosas carícias. Se me
levantava para andar, metia-se-me entre as pemas e quase me derrubava, ou
então, cravando as suas longas e afiadas garras na minha roupa, subia por ela até
o meu peito. Nessas ocasiões, embora tivesse ímpetos de matá-lo de um golpe,
abstinha-me de fazê-lo devido, em parte, à lembrança de meu crime anterior,
mas, sobretudo — apresso-me a confessá-lo — , pelo pavor extremo que o
animal me despertava.
Esse pavor não era exatamente um pavor de mal físico e, contudo, não saberia
defini-lo de outra maneira. Quase me envergonha confessar — sim, mesmo
nesta cela de criminoso — , quase me envergonha confessar que o terror e o
pânico que o animal me inspirava eram aumentados por uma das mais puras
fantasias que se possa imaginar. A minha mulher, mais de uma vez, me chamara
a atenção para o aspecto da mancha branca a que já me referi, e que constituía
a única diferença visível entre aquele estranho animal e o outro, que eu
enforcara. O leitor, decerto, se lembrará de que aquele sinal, embora grande,
tinha, a princípio, uma forma bastante indefinida. Mas, lentamente, de maneira
quase imperceptível — que a minha imaginação, durante muito tempo, lutou
por rejeitar como fantasiosa —, adquirira, por fim, uma nitidez rigorosa de
contornos. Era, agora, a imagem de um objecto cuja menção me faz tremer... E,
sobretudo por isso, eu o encarava como a um monstro de horror e
repugnância, do qual eu, se tivesse coragem, me teria livrado. Era agora,
confesso, a imagem de uma coisa odiosa, abominável: a imagem da forca! Oh,
lúgubre e terrível máquina de horror e de crime, de agonia e de morte!
Na verdade, naquele momento eu era um miserável — um ser que ia além da
própria miséria da humanidade. Era uma besta-fera, cujo irmão fora por mim
desdenhosamente destruído... uma besta-fera que se engendrara em mim,
homem feito à imagem do Deus Altíssimo. Oh, grande e insuportável
infortúnio! Ai de mim! Nem de dia, nem de noite, conheceria jamais a bênção
do descanso! Durante o dia, o animal não me deixava a sós um único
momento; e, à noite, despertava de hora em hora, tomado do indescritível
terror de sentir o hálito quente da coisa sobre o meu rosto, e o seu enorme
peso — encarnação de um pesadelo que não podia afastar de mim — pousado
eternamente sobre o meu coração!
Sob a pressão de tais tormentos, sucumbiu o pouco que restava em mim de
bom. Pensamentos maus converteram-se em meus únicos companheiros — os
mais sombrios e os mais perversos dos pensamentos. A minha rabugice habitual
se transformou em ódio por todas as coisas e por toda a humanidade — e
enquanto eu, agora, me entregava cegamente a súbitos, frequentes e
irreprimíveis acessos de cólera,  a minha mulher - pobre dela! - não se queixava
nunca convertendo-se na mais paciente e sofredora das vítimas.
Um dia, acompanhou-me, para ajudar-me numa das tarefas domésticas, até o
porão do velho edifício em que a nossa pobreza nos obrigava a morar. O gato
seguiu-nos e, quase fazendo-me rolar escada abaixo, me exasperou a ponto de
perder o juízo. Apanhando uma machadinha e esquecendo o terror pueril que
até então contivera a minha mão, dirigi ao animal um golpe que teria sido
mortal, se atingisse o alvo. Mas a minha mulher segurou-me o braço, detendo o
golpe. Tomado, então, de fúria demoníaca, livrei o braço do obstáculo que o
detinha e cravei-lhe a machadinha no cérebro. A minha mulher caiu morta
instantaneamente, sem lançar um gemido.
Realizado o terrível assassínio, procurei, movido por súbita resolução,
esconder o corpo. Sabia que não poderia retirá-lo da casa, nem de dia nem de
noite, sem correr o risco de ser visto pelos vizinhos.
Ocorreram-me vários planos. Pensei, por um instante, em cortar o corpo em
pequenos pedaços e destruí-los por meio do fogo. Resolvi, depois, cavar uma
fossa no chão da adega. Em seguida, pensei em atirá-lo ao poço do quintal.
Mudei de ideia e decidi metê-lo num caixote, como se fosse uma mercadoria,
na forma habitual, fazendo com que um carregador o retirasse da casa.
Finalmente, tive uma ideia que me pareceu muito mais prática: resolvi
emparedá-lo na adega, como faziam os monges da Idade Média com as suas
vítimas.
Aquela adega se prestava muito bem para tal propósito. As paredes não
haviam sido construídas com muito cuidado e, pouco antes, haviam sido
cobertas, em toda a sua extensão, com um reboco que a humidade impedira de
endurecer. Ademais, havia uma saliência numa das paredes, produzida por
alguma chaminé ou lareira, que fora tapada para que se assemelhasse ao resto
da adega. Não duvidei de que poderia facilmente retirar os tijolos naquele
lugar, introduzir o corpo e recolocá-los do mesmo modo, sem que nenhum
olhar pudesse descobrir nada que despertasse suspeita.
E não me enganei nos meus cálculos. Por meio de uma alavanca, desloquei
facilmente os tijolos e tendo depositado o corpo, com cuidado, de encontro à
parede interior. Segurei-o nessa posição, até poder recolocar, sem grande
esforço, os tijolos no seu lugar, tal como estavam anteriormente. Arranjei
cimento, cal e areia e, com toda a precaução possível, preparei uma argamassa
que não se podia distinguir da anterior, cobrindo com ela, escrupulosamente, a
nova parede. Ao terminar, senti-me satisfeito, pois tudo correra bem. A parede
não apresentava o menor sinal de ter sido rebocada. Limpei o chão com o
maior cuidado e, lançando o olhar em tomo, disse, de mim para comigo: "Pelo
menos aqui, o meu trabalho não foi em vão".
O passo seguinte foi procurar o animal que havia sido a causa de tão grande
desgraça, pois resolvera, finalmente, matá-lo. Se, naquele momento, tivesse
podido encontrá-lo, não haveria dúvida quanto à sua sorte: mas parece que o
esperto animal se alarmara perante a violência da minha cólera, e procurava não
aparecer diante de mim enquanto me encontrasse naquele estado de espírito.
Impossível descrever ou imaginar o profundo e abençoado alívio que me
causava a ausência de tão detestável felino. Não apareceu também durante  a
noite — e, assim, pela primeira vez, desde a sua entrada em casa, consegui
dormir tranqulo e profundamente. Sim, dormi mesmo com o peso daquele
assassínio sobre a minha alma.
Transcorreram o segundo e o terceiro dia — e o meu algoz não apareceu. Pude
respirar, novamente, como homem livre. O monstro, aterrorizado fugira para
sempre de casa. Não tomaria a vê-lo! A minha felicidade era infinita! A culpa da
minha tenebrosa acção pouco me inquietava. Foram feitas algumas
investigações, mas respondi prontamente a todas as perguntas. Procedeu-se,
também, a uma vistoria à minha casa, mas, naturalmente, nada podia ser
descoberto. Eu considerava já como coisa certa a minha felicidade futura.
No quarto dia após o assassinato, uma caravana policial chegou,
inesperadamente, a casa, e realizou, de novo, rigorosa investigação. Seguro,
no entanto, de que ninguém descobriria jamais o lugar em que eu ocultara o
cadáver, não experimentei a menor perturbação. Os policiais pediram-me que
os acompanhasse na sua busca. Não deixaram de esquadrinhar um canto
sequer da casa. Por fim, pela terceira ou quarta vez, desceram novamente ao
porão. Não me alterei o mínimo que fosse. O meu coração batia calmamente,
como o de um inocente. Andei por todo o porão, de ponta a ponta. Com os
braços cruzados sobre o peito, caminhava, calmamente, de um lado para outro.
A polícia estava inteiramente satisfeita e preparava-se para sair. O júbilo que
me inundava o coração era forte demais para que pudesse contê-lo. Ardia de
desejo de dizer uma palavra, uma única palavra, à guisa de triunfo, e também
para tomar duplamente evidente a minha inocência.
— Senhores — disse, por fim, quando os policiais já subiam a escada — , é
para mim motivo de grande satisfação haver desfeito qualquer suspeita.
Desejo a todos os senhores óptima saúde e um pouco mais de cortesia. Diga-se
de passagem, senhores, que esta é uma casa muito bem construída... (Quase
não sabia o que dizia, em meu desejo de falar com naturalidade.) Poderia,
mesmo, dizer que é uma casa excelentemente construída. Estas paredes — os
senhores já se vão? — , estas paredes são de grande solidez.
Nessa altura, movido por pura e frenética fanfarronada, bati com força, com a
bengala que tinha na mão, justamente na parte da parede atrás da qual se
achava o corpo da esposa do meu coração.
Que Deus me guarde e livre das garras de Satanás! Mal o eco das batidas
mergulhou no silêncio, uma voz me respondeu do fundo da tumba, primeiro
com um choro entrecortado e abafado, como os soluços de uma criança;
depois, de repente, com um grito prolongado, estridente, contínuo,
completamente anormal e inumano. Um uivo, um grito agudo, metade de
horror, metade de triunfo, como somente poderia ter surgido do inferno, da
garganta dos condenados, em sua agonia, e dos demónios exultantes com a sua
condenação.
Quanto aos meus pensamentos, é loucura falar. Sentindo-me desfalecer,
cambaleei até à parede oposta. Durante um instante, o grupo de policiais
deteve-se na escada, imobilizado pelo terror.
Decorrido um momento, doze braços vigorosos atacaram a parede, que caiu
por terra. O cadáver, já em adiantado estado de decomposição, e coberto de
sangue coagulado, apareceu, erecto, aos olhos dos presentes.
Sobre a sua cabeça, com a boca vermelha dilatada e o único olho chamejante,
achava-se pousado o animal odioso, cuja astúcia me levou ao assassínio e cuja
voz reveladora me entregava ao carrasco.
Eu havia emparedado o monstro dentro da tumba!

publicado por PensamentosArticulados às 23:53 | comentar | ver comentários (3)

Narcisismo..

 

 

Em estado sólido.

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:51 | comentar | ver comentários (1)

O que diz um Sobrinho a uma Tia?

 

 

As meninas da minha escola também pintam

as unhas, e eu acho-as umas pindéricas..

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 20:43 | comentar | ver comentários (1)

So true

publicado por PensamentosArticulados às 11:51 | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 01.08.11

How do you feel today?

 

 

A minha necessidade de me manter entretida

leva-me a agarrar tudo o que me é trazido

pelas circunstâncias. Há em mim o fascínio

do esforço intelectual.  E a pantomima de 

regozijo, faz-me, analisar a sintaxe de tanta

subtileza nas efémeras particularidades 

momentosas e, experienciadas apenas

num lugar onde só se figuram duas almas.

publicado por PensamentosArticulados às 22:03 | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 31.07.11

Or that...

  

 

 

 

Como passei a não confiar em ideias

e tenho que cheguem. Praticamente,

qualquer afirmação me sugere o seu 

contrário e extensa, ainda que desc-

uidada leitura ensinou-me que qual-

quer  o entusiasmo, se genuinamen-

te abraçado, se torna em loucura ou

em fanatismo.

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:03 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 28.07.11

Diferentes esferas

 

Tem que se ser sensual para se ser humano.

A compaixão está nas entranhas, assim

como a ternura está na pele. Se me

aventurar numa opinião, substituo a 

minha fluência natural por um tactear à

procura de palavras simples mas oblíquas.

Tactear é tido como uma prova de sinceridade.

Eu acreditava que a melhor arte era a menos

consciente, as pessoas dizem que a pintura é,

uma arte instantânea, não temporal, mas, para

mim,  a contemplação da obra desdobra-se 

longamente no tempo. Que queres que eu diga?

Que palavras minhas te agradariam? Mas devia

de dizer alguma coisa? Eram estas questões que

alternavam com a minha mais leve mas bastante

genuína curiosidade acerca dele. E gostava dele

porque sentia que ele gostava de mim, não

importando quão vagamente. Talvez fosse,

precisamente, nessa vaguesa dele que eu confiasse.

A desvalorização e a morte do sentido e, a ausência

de finalidade e de resposta ao porquê. Levou-me a

mergulhar nas memórias do seu olhar niilista, 

abandonando a superfície da incerteza,

antes congelada, sufocada, ou controlada por nada.

 

                                                       ( Para, F.A )

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 19:38 | comentar | ver comentários (1)

A bela sala vazia

 

 

    Por vezes, tenho a sensação de que estamos numa sala com

duas portas em frente uma da outra e que cada um de nós está

com  a mão no puxador de uma porta,  um de nós pestaneja e o

outro já está atrás da porta, e agora o primeiro só tem que dizer 

uma  palavra  para  o  outro  fechar  imediatamente  a  sua porta

atrás de si e deixar de se ver.  Ele tem certeza  de  voltar a  abrir

a porta porque é uma sala de onde talvez não se possa sair.  Se,

ao menos,  o primeiro não  fosse como o segundo,  se  estivesse

calmo, se ao menos fingisse não olhar para  o outro,  se pudesse

lentamente a sala  em ordem  como se se  tratasse de  uma sala

como outra qualquer;  mas, em vez disso, ele faz  exactamente o 

mesmo que o  outro à sua porta,  por vezes  chegam a  estar  os 

dois atrás das portas e a bela sala vazia.

 

                                                                                             (Kafka)

publicado por PensamentosArticulados às 19:26 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 27.07.11

A rede facebookiana

 

 

Já não existimos se não formos enquadrados

num écra. Quando é que começamos a

precisar tanto de nos partilhar?

Observo com algum cuidado a

massificação no facebook de acções

um pouco levianas, onde tudo é exposto.

Partilhando a informação de onde estão;

com quem estão; e o que estão a fazer no momento.

Acho que, postarem o copo do que estão a beber

na esplanada, se tornou um acto tão comum

que, quem não segue a moda é, considerado

um «Outsider» acabando assim, um excluido,

um ostracizado virtual.

Partilham imagens de coisas e de coisa nenhuma.

Como desenvolvi o reflexo «Pavlov»

resolvi meditar nesta necessidade de nos

partilharmos constantemente com os outros.

Sempre me ensinaram que existimos sozinhos.

Myself And My Creator, existimos e somos nós,

inteiros, sem precisar da moldura analítica do olhar

dos outros. O 'face to face' sempre nos assustou,

mas agora temos a possibilidade de fugir dele e,

fugimos, sem que isso nos tire o sono.

Esculpindo assim, amiúde, alter egos em redes sociais.

Já não há pessoas, há recursos humanos.

- Duas palavras que são mutuamente exclusivas!

publicado por PensamentosArticulados às 20:54 | comentar | ver comentários (1)

Praia de Apúlia ( Esposende )

publicado por PensamentosArticulados às 10:36 | comentar
Domingo, 24.07.11

I love my job..!! (parte-ll)

 

 

«São quatro as operações

de que nos servimos para

resolver os problemas que

se nos deparam: adição;

subtracção; multiplicação;

e divisão».

 

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 20:51 | comentar | ver comentários (1)

Praia de Cangas (Pontevedra)

publicado por PensamentosArticulados às 20:43 | comentar | ver comentários (1)

Homens inteligentes traem menos!

 

 

A média de QI dos homens

que defendem e assumem maior compromisso com 

valores próprios e sociais é superior a 110, enquanto

os restantes, que demonstram menor proprensão 

para aquisição de valores pessoais e maior 

tendência, por exemplo, para a poligamia, possuem

em média um QI inferior a 93.

«Inteligência ou esperteza»?

 Esta minha análise pode gerar polémica dentro

do seio masculino, sobretudo porque existe ainda

alguma tendência para confundir os significados de

«inteligência» e «esperteza». Mas não há motivo

para confundir, pois são de facto diferentes.

A esperteza poder-se-á definir como  a capacidade

que permite ao individuo adaptar-se habilmente a 

situações momentâneas adversas, de modo a retirar

proveito pessoal das mesmas. Esta capacidade pode

ser associada agudeza de espírito, astúcia, ou manha

e está intimamente ligada à sobrevivência e à satisfação

imediata dos desejos. É, no entanto erroneamente cons-

iderada por muitos, como inteligência ou criatividade.

Por sua vez, a «inteligência» é a capacidade mental

que um individuo possui para raciocionar profundamente

 de forma a serem analisadas todas as probabilidades,

causas e, consequências de uma ou várias situações dentro

de um contexto, o qual se  pode estender no tempo.

Esta capacidade faculta o poder de abstracção, o que permite

obter uma visão mais global das situações e, desse modo

ter-se uma maior percepção dos enredos. Um individuo

dotado de um valor alto de QI tende a considerar todos os

aspectos não se centrando nos benefícios pessoais imediatos,

uma vez que compreende melhor as consequências geradas por uma

acção e o efeito que estas possam ter sobre si e sobre os outros

num dado momento e a longo prazo. A inteligência está também 

directamente associada às faculdades de memória, imaginação, juízo, 

raciocínio e concepção de ideias, pois são factores indispensáveis

na adaptação e/ou resolução de novas situações.

O homem primitivo era potencialmente promiscuo, pois estava

«programado» para copular com maior número de mulheres

possíveis, atitude que ajudava a multiplicar os membros da tribo.

Garantindo assim a sua sobrevivência, designadamente face às

ofensivas das tribos inimigas. Mas este comportamento há

muito que deixou de nutrir qualquer vantagem e, utilidade

ao ser humano. Referindo no entanto que este tipo de

percepções e considerações inerentes à evolução da

espécie humana tende a escapar aos seres menos inteligentes

e que são os outros (os mais inteligentes) a demonstrar 

maior capacidade de adaptação à evolução dos tempos e a 

assumir novos modelos comportamentais. Refiro que, é 

possível analisar a correlação entre inteligência  e monogâmia

nas sociedades, mesmo na época do homem primitivo.

Por conseguinte, tal comportamento não denuncia, no sexo

feminino, uma evolução nem especial capacidade de adaptação

a novas situações. Porém a monogamia e a fedilidade não

foram os únicos valores observados, os valores ou hábitos

mais retrógados ou conservadores, como os herdados pela

cultura social e religiosa de um povo ou mesmo pela educação,

tendem a ser rejeitados pelas pessoas mais inteligentes de

ambos os sexos. Essas, por outro lado, demonstram propensão

para gerar os seus próprios valores, acabando por evidenciar

uma maior coerência e compromisso entre estes e os comportamentos

pessoais.

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 19:55 | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 22.07.11

I love my job..!!

 

«A gramática, definindo o uso, faz divisões legítimas e falsas.
 O homem de saber dizer tem muitas vezes que converter um
 verbo transitivo em intransitivo para fotografar o que sente»
                                                                    (Pessoa)

 

publicado por PensamentosArticulados às 11:10 | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 19.07.11

Mind trick..

 

 

 A felicidade pertence àqueles que são auto-suficientes.

 Já que todas as fontes externas de felicidade e prazer

 são, por sua natureza altamente incertas, precárias,..

 efêmeras e, sujeitas a mudanças.  

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:47 | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 18.07.11

My day was good ..

 

 

The night may fall ..

 


 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 20:22 | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 17.07.11

How do you feel today?

 

" Há pessoas que cultivam o sofrimento, o seu e o dos outros"

publicado por PensamentosArticulados às 13:01 | comentar | ver comentários (1)

Esquerdo Vs Direito

 

O nosso cérebro precisa de ser exercitado em toda a sua plenitude.

Já que esse orgão vital tem dois hemisférios, ah pois é! O esquerdo

e o direito, ligados por pontes (corpos calosos ). Mas no dia-a-dia

não funciona de forma semelhante, usamos com maior predominâ-

ncia o hemisfério esquerdo, cerda de 95% do tempo, pois este é ra-

cional, aquele que trabalha com a linguagem e com a lógica, impor-

tante para desempenharmos o nosso trabalho, for example; sendo

que o hemisfério esquerdo que é onde reside a nossa parte criativa

e das emoções, só trabalha normalmente à noite, enquanto dormim-

os. O primeiro ermazena toda a informação, educação e aprendiza-

gem ao longo da vida, guardando valores e crenças e influencia a

nossa percepção, ou seja: a percepção do mundo que chega ao no-

sso cérebro raramente é a real, pois tem o julgamento e a análise

do hemisfério esquerdo, neste sentido; se forem imagens negativas,

vão trazer-nos o medo e a insegurança, bloqueando-nos, tornando-

se mais difícil de se alcançar o que nos propomos, devido à « Pré- ocu-

pação» e stress negativo. Pelo contrário; ao arquivar as informaçõ-

es em imagens, e porque tudo no hemisfério direito se traduz em 

imagens, perante um problema ou uma meta, ao imaginarmos como

irá decorrer, as imagens que vamos visualizar mentalmente poder-

ão ser mais positivas o que nos dará força e persistência para ating-

ir os nossos objectivos. Nesse sentido, após escrever os nossos ob-

jectivos, apontar os prós e os contras das nossas ideias há que es-

timular os hemisfério direito e tal consegue-se, baixando-o de nível

isto é, o ritmo ou frequência cerebral ( que nada mais é do que re-

laxar ) e visualizar o que desejamos. Adquirida a capacidade de ba-

ixar a frequência cerebral através de exercícios mentais, ordenados

progressiva e conscientemente num nível sub-consciente, numa fre-

quência cerebral «alfa» o nosso cérebro será reprogramado. As mu-

danças irão ocorrer no hemisfério esquerdo e, consequentemente

no direito. Incrível que, os mais pequenos são mais priviligiados do

que os adultos. Até aos 10 anos eles só trabalham com o hemisféri-

o direito, com as emoções e imaginação. Por isso há que ter cuidad-

o com o que se diz, pois as informações são recebidas literalmente

e podem provocar bloqueios e medos  no futuro, (stay alert).

 

publicado por PensamentosArticulados às 11:35 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 14.07.11

i'm unreliable disorganized innefficient unmotivated & immature..

 

 

.. but i'm fun!

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 22:00 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 13.07.11

Sabem por que é que os homens preferem mulheres inteligentes?

 

Porque os opostos atraem-se..

publicado por PensamentosArticulados às 21:16 | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 12.07.11

O que diz uma Tia a um Sobrinho?

   

 

Se não fores do F.C.P começa a cair-te o cabelo e as unhas..

publicado por PensamentosArticulados às 22:27 | comentar | ver comentários (3)

How do you feel today?

 

 

«Gosto de tantas coisas ao mesmo tempo, que não posso sentir paixão por nenhuma»

 

publicado por PensamentosArticulados às 22:20 | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 11.07.11

«Look what they done to my song»

 

 Este podia ser o desabafo da moribunda música europeia (contiental)

 do séc XXl. Em meia dúzia de anos, a Europa, com potência musical 

 profícua que já foi, apagou-se totalmente. A produção de canções que 

 outrora saltavam fronteiras e andavam nas bocas do mundo, canções

 francesas, italianas, espanholas -  está reduzia a raspas para consumo

 doméstico. A América tem, de facto, uma forma muito subtil de neutralizar

 qualquer cultura que lhe faça frente. Mas fá-lo de uma maneira diplomática 

 e elegante, dando ares até de comunhão de bens. Assim, inventou

 a terminologia «World Music» para apenas tornar « pitorescos» alguns focos

 musicais que se poderiam tornar ameaças sérias para o mercado, como que a 

 a dizer:« podem brincar aos sons sim senhor, mas façam-no aí no vosso

 cantinho, pois não queremos que os nossos sobrinhos descubram que a 

 vossa música é melhor que a nossa». Outro exemplo é a chamada 'música

 latina'. O lixo que a América impinge ao mundo como «música latina» 

 provoca uma reação de rejeição em qualquer pessoa com o minímo

 de sensibilidade musical. O plano funciona às mim maravilhas! 

 Disparando em todas as direções a sua artilharia de ícones latinos

 que já são "da casa" - como Shakira, Ricky Martin, etc - a América

 acerta na mouche, provocando uma alergia generalizada à « música latina»

 e escondendo e abafando a verdadeira música latina que - o plano

não falha - muita gente nunca provou. Eu posso mencionar por exemplo, os clássicos

 « El cantante», de Hector Lavoe, ou «Pedro Navaja», de Ruben Blades e,

 99% dos leitores e consumidores de música latina nunca ouviu sequer falar! 

 Contudo, o Tio Sam sabe muito bem que «La musica latina es la mejor/ Musica 

 americana no tiene sabor» ( paravras de Kid Kreole ). E ainda nem chegamos

 ao Brasil.. Tom Zé ou Xangai sempre foram tão ou mais temidos que o próprio

 Bin Laden, e todos os seus movimentos são controlados a partir do espaço

 por satélites da CIA. Voltando à velha Europa: quem é que sabe que existe um festival

 anual em San Remo, Itália, que já foi um dos certames musicais mais mediáticos do mundo?

 E o exemplo francês? Como é possível que a decadência do numeroso batalhão de artistas

 gauleses de renome mundial tenha sido silenciada pelo exterminador implacável?

 Um antêntico cemitério! De Leo Ferré a Yves Montand, de Gilbert Bécaud a Jacques Higelin

 ninguém deixou seguidores! E se os deixou, eles andam perdidos pelas 'banlieues', sem

 encontrar o caminho para a internacionalização. E o Sam sorri satisfeito.

 

publicado por PensamentosArticulados às 12:26 | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 10.07.11

Alguém é servido?

 

Formentera ( Ibiza )

publicado por PensamentosArticulados às 22:02 | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 08.07.11

How do you feel today?

 

 

"If people

 are trying

 to bring you

     Down   

 it only means

that you are

above them!" 

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:23 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 06.07.11

Sabem o que aconteceu à única mulher que conseguiu perceber os homens?

 

Morreu de tanto rir!

publicado por PensamentosArticulados às 23:40 | comentar | ver comentários (1)

O que diz um Sobrinho a uma Tia?

 

 Estás muito estúpida nessa foto..

 

 

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 23:26 | comentar | ver comentários (2)

Status Quo

 

 

Um pensador, um cientista que defenda os interesses do povo é combatido pela a organização social do momento, que impede por todos os meios  o indivíduo de saber a verdade. Assim aconteceu com Sócrates, com os profetas judaicos, principalmente com Cristo e os seus verdadeiros seguidores e os seus pensadores medievais. O que vou partilhar aqui, são reflexões de algum estudo sobre o sistema social patológico, e de como somos vítimas da situação social. Desencadeando conflitos psicosociais.

O grande problema da humanidade  está no sistema económico capitalista, e não no capital, o dinheiro. A nossa ecónomia está a ser usada erroneamente pelo capitalista e por todos os regimes socialistas, tal estrutura patológica redundou na esquizofrenia social, que se manifesta na divisão de classes, operários e patrões e patrões e poderosos. Somente com a união trabalho e capital será possivel uma unificação social. E portanto, a cura da sociopatologia, tornando a todos iguais no seu estilo de vida, e ao mesmo tempo diferentes, mas apenas pela capacidade.

A sociedade está esquizofrénica/sociofrénica, criando todos os atritos a que assistimos diariamente, lutas de classes, roubos, fome, guerras e delinquência e, como tudo, isso tem enorme furor sobre a nossa vida psiquica. O ser humano não consegue obter o minímo de equilíbrio, tornando-se assim em vítimas perfeitas do socialismo capitalista. A deficiente questão económima é que se tornou a causa fundamental de todos os probemas socias - que inclusivé alimenta a problemática psíquica, impedindo que o ser humano se normalize. Vivemos no mais estúpido dos mundos em que poderíamos viver. Sabemos que a humanidade sempre foi explorada pelos poderosos, expoliada economicamente, somos literalmente esmagados pos leis injustas e que só protegem os exploradores, não temos possíbilidade de desenvolvimento. O sistema economico-social é conduzido por pessoas que têm esse poder, procurando arrebatar para eles todas as riquezas que existem. A sociedade humana foi organizada de uma maneira esquizofrénica, fragmentada e dividida, sem relação alguma entre um e o outro, por exemplo: A medicina é isolada das outras ciências, os psicólogos vivem em uma verdadeira torre de marfim, sem entender nada do mundo, os economistas criaram um sistema absurdo, e teimam  colocá-lo em acção, atrapalhando assim as vidas das nações. Qualquer lei científica para ser exacta teria que ser universal, e as ciências unidas em um só corpo de realização. Por exemplo: Se algo é válido para a mecânica, tem de ser aplicado também à química, à electrónica e à engenharia. Um médico não pode ficar restrito à medicina, assim como um economista à economia, ou seja, o corpo de esquemas foi construido pelos «Experts» desse campo. É por esse motivo que as pessoas leigas conseguem um melhor resultado do que os especialistas. Existe um inúmero de pessoas práticas, que trabalham com mais acerto do que os enfermeiros formados, médicos, engenheiros etc, etc. Até parece que um diploma dá apenas poder para uma pessoa abusar da sua megalomania e narcisismo. No dia em que a Universidade for como diz o nome; «Universal» é que teremos realmente incríveis especialistas, talentos, e homens de profunda visão e capacidade. O problema fundamental e, que se atravessa é a de uma psicopatologia que organizou uma sociedade doente, criando uma situação praticamente irrecuperável para a vida psiquica; caso não seja conscientizado o magno problema do ser humano. Atentemos ao exemplo que lhes vou dar: As ciências e as religiões estão isoladas, e até uma contra a outra, porque estão erradas na base, e nos seus propósitos, assim sendo o povo está a ser dirigido erradamente. E enquanto não houver uma unificação de fundamentos e de finalidade, não poderá haver um verdadeiro crescimento social e humano. Este é o motivo porque o povo vê no génio um louco. E só pode assim exercer uma actividade erronea e por esta razão foi enlouquecendo pouco a pouco, até se apresentar com uma imagem mais grutesca do que equilibrada.  A estrutura económico-social e a psicologica-sexual são as duas maiores culpadas da alienação actual do povo, encontramos a origem de tal problema na orientação de Adam Smith e seguidores e mesmo em Karl Marx que viu o problema só pela metade em Sigmund Freud, e em toda a orientação psicológica moderna, o que eles ajudaram na conservação de um povo invertido foi incrível, porque colocaram esse factor secundário como a causa, e a fonte de todas as perturbações sociais, incentivando o lucro económico e o capitalismo e a procura de uma satisfação sexual plena. ( Freudismo ) A conduta sexual é o que torna mais evidente a consciência do ser humano sobre os seus problemas, por este motivo é a mais combatida e às vezes a única atacada verdadeiramente na vida social. Existe uma grande relação entre os ensinamentos dos cristãos com a orientação de Freud, pois ambos querem solucionar todos os problemas da humanidade através das questões da libido. Por exemplo: a origem da homossexualidade, está em uma inveja incrível que o individuo sente pelo sexo oposto desejando destruí-lo e ao mesmo tempo usufruir  de todas as vantagens que imagina que o outro tenha, exactamente a mesma atitude daquele que  pretende se passar por Napoleão Bonaparte, um César, ou qualquer outra figura de relevo social. Se estes últimos nos dão uma percepção clara  da patologia humana, por que não  aceitar o mesmo fenómeno no caso dos homossexuais  e das mulheres lésbicas? Esta conscientização é o único meio para ajudar esse enorme grupo de doentes. O casamento geralmente é ruim, porque o casal quer ver no outro um Deus, ou uma Deusa que deveria adorar. Evidentemente a desilusão chega logo anunciando o fim dessa fantasia exacerbada. Porém quando os dois se unem em prol de um ideal mais elevado, não formando muita ilusão sobre o companheiro, aceitam-se melhor um ao outro.

Contudo todas as tensões são dissolúveis porque o fim comum é algo mais elevado que satisfaz todos os anseios humanos. Quando a  união gira em torno de uma adoração mútua surgem continuos atritos, porque jamais um encontrará no outro os ideais que tem em mente. Tudo o que desejamos ter um dia é possível encontrar, mas não no relacionamento humano puro e simples.

Voltando à psicopatologia social, uma das caracteristicas mais curiosas do poder, nem é tanto o sistema mandar em outros, mas sim o do poder realizar, pensar, desejar tudo o que quiser sem que haja qualquer espécie de restrição. Exemplificando: As pessoas mais megalomanas pensam sobre o que gostariam de fazer, e não sobre o que estão em condições de realizar. Por fim enquanto a humanidade for dirigida pelas cabeças dos poderosos não conseguirá se desenvolver como deveria e muito menos viver com paz.

publicado por PensamentosArticulados às 21:43 | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 05.07.11

Sarcasm is a body's natural defense against stupid

publicado por PensamentosArticulados às 20:58 | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 04.07.11

How do you feel today?

  

 

Há um para-lá-de, uma electricidade inerente ao humano que,

está sempre à espera de seduzir e, ser seduzido para qualquer coisa.

Importa porém, referir que, grande parte da ênfase deve, de facto,

à facilidade com que se consegue seduzir e ser seduzido nos dias que correm.

Existe por aí uma espécie de sedução crepitante, de batidas económicas, metronómicas,

digitais, de palavras mecânicas, obtusas e, raras vezes, densas.

É incrível então, quando a base da sedução é o elogio, que por vezes, dúbio.

Então, quando as pessoas nos elogiam, devemos ficar atentos

ao nosso comportamento, isso pode deixar-nos dominar por um falso

sentimento de segurança, que pode ser perigoso.

Por conseguinte, aprendi a não gastar o meu tempo com essas coisas,

o universo encarregar-se-á de corrigir os nossos erros.

But, stay alert if you want!

publicado por PensamentosArticulados às 21:24 | comentar | ver comentários (1)

Plim..

publicado por PensamentosArticulados às 20:48 | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 02.07.11

What do you do in the box?

 

Get outside of the fucking box and try new horizons.

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:15 | comentar | ver comentários (1)

Um lugar chamado Ilha

 

Escrever é uma das actividades mais solitárias do mundo.

E uma das mais profundas também.

Quando vou para a frente do computador para escrever

olho para o mar desconhecido da minha alma.

Vejo que ali existem algumas ilhas - ideias que se desenvolvem

e estão prontas para ser exploradas.

Então puxo do meu barco - chamado Palavra -  e resolvo remar

para aquela ilha que me está mais próxima.

No caminho, defronto-me com tempestades, ventos furiosos e correntes revoltas.

Mas continuo a remar, exausta, agora já consciente

de que fui afastada do meu propósito: a ilha que pretendia chegar deixou de estar no meu horizonte.

Movida por pensamentos assustadores, descubro uma força, e uma coragem que desconhecia  existir.

Elas ajudam-me a aventurar-me pelo lado desconhecido da minha alma.

Deixo-me levar pela corrente e acabo por ancorar o meu próprio barco na ilha para onde fora conduzida.

Passo dias e noites a descrever o que vejo, perguntando-me porque estou agir assim, 

dizendo a cada instante que não vale  a pena o esforço, que não tenho que provar nada a ninguém.

Que já consegui o que desejava - e muito mais do que sonhava.

 

 

 Não sou superior a ninguém, nem inferior a nada.

 Tenho as mesma vontades e as mesmas necessidades que os demais.

 Vontade de viver e a necessidade de poder apoiar-me 

 em alguém e, a partir disso, construir a minha ilha.

publicado por PensamentosArticulados às 20:34 | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 01.07.11

Alguém é servido?

publicado por PensamentosArticulados às 22:27 | comentar | ver comentários (1)

Acontece..

 

Estava eu no Google.pt a experimentar como apareceria o meu endereço.

Eis senão quando, me deparo com mais dois Blogs com o mesmo título:/

Que falta de originalidade..

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 22:14 | comentar | ver comentários (1)

Home sweet home

publicado por PensamentosArticulados às 21:50 | comentar | ver comentários (1)

O que diz uma Tia a um Sobrinho?

  

 

Deixa-me brincar..

publicado por PensamentosArticulados às 20:48 | comentar | ver comentários (1)

Babylon Tower - "Epilogus Freshkus" em Bloop parte 4

"People Get up!!"

O Sunset anunciou a redenção, e na "Babylon Tower" esteve quase a tocar-se o céu! Não se chegou lá, mas ficou a ideia de estarmos por perto...
O último sermão babilónico foi presenteado pela dupla mais "Freshka" da cidade.

That's all folks... for now! 


Imagem & Edição: Comandante Kabul vimeo.com/​videomatilha
publicado por PensamentosArticulados às 20:45 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 30.06.11

O que diz um Sobrinho a uma Tia?

 

 

Tens um Animal a dormir na parede..

publicado por PensamentosArticulados às 23:39 | comentar | ver comentários (1)

Leça ( Porto )

publicado por PensamentosArticulados às 23:37 | comentar

Praia Castro de S.Paio - Labruge

publicado por PensamentosArticulados às 23:30 | comentar | ver comentários (4)

Living, breathing Art. Click to see..

publicado por PensamentosArticulados às 21:15 | comentar

How do you feel today?

  

 

 «Everyone who has light, ends alone»

publicado por PensamentosArticulados às 20:16 | comentar | ver comentários (1)

I Love my Tattoos parte lll

publicado por PensamentosArticulados às 19:44 | comentar | ver comentários (1)

babylon Tower - Bloop - "Salvação" Parte 3

Plataforma preenchida, a torre sofria os primeiros abanões a meio da tarde, sob a batuta do Ze Salvador!
O vento, soprava forte e parecia querer anunciar o que aí vinha... 

O "Belo" anuncia-se "Freshko" nas cenas dos próximos capítulos!

Stay Tuned!

Imagem & Edição: Comandante Kabul vimeo.com/​videomatilha
publicado por PensamentosArticulados às 19:16 | comentar
Quarta-feira, 29.06.11

Verão. 2. Por ext. Época do ano em que há calor, seja qual for a sua duração.

 

 

Ando com pouca inspiração, em boa verdade, sem tempo para «escrevinhar».

Talvez por ser Verão, o corpo pede à alma outras lombadas.

Porém, é lindo, a chegada do Verão e começar por exemplo:

 A ver no Facebook as relações passarem de "comprometido com",

"é complicado", etc.. para Solteiro(a) entre aspas.

Venham de lá esses Amores de Verão!

Somos humanos, tão heterogéneos, porque havemos de ser tão consensuais em algo.

É quase uma antítese à nossa natureza.

No Outono, logo se vê.

E o verão é isto, por ter tanto para oferecer.

Visto que, o Inverno passamo-lo como que, racionados de tudo.

A ausência de calor/sol tem uma influência poderosa sobre nós.

Na medida em que, parece que nos vai matando muito lentamente.

No inverno limitamo-nos a existir, sempre à espera dessa atraente estação quente.

Para nos sentirmos mais vivazes.

Tenho-me sentido tão viva, tão porosa que, absorvo tudo.

A bem dizer, rejubilando me encontro.

Summer is within me!

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 18:55 | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 28.06.11

I Love my Tattoos parte ll

publicado por PensamentosArticulados às 16:55 | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 27.06.11

O que diz uma Tia a um Sobrinho?

Os teus silêncios são maravilhosos..

publicado por PensamentosArticulados às 23:52 | comentar | ver comentários (1)

Charlie Brown

publicado por PensamentosArticulados às 23:43 | comentar | ver comentários (1)

Está quase, é já dia 2

publicado por PensamentosArticulados às 13:58 | comentar
Domingo, 26.06.11

Weeeee.. e o prometido é devido!

A "Babylon Tower" vem descrita no Antigo Testamento. Está, na Invicta, talvez venha a estar escrita no "Belo" Testamento, redigido a batidas, em papiro pelas mãos do maestro, com nome de carpinteiro, José!

No próximo capitulo da saga a redenção sob a forma de um vendaval de "Freshkura"!

Imagem & Edição: Comandante Kabul vimeo.com/​videomatilha
publicado por PensamentosArticulados às 23:53 | comentar

As aventuras de uma empregada de mesa

http://psshtomenina.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&updated-max=2011-01-01T00%3A00%3A00-08%3A00&max-results=31  

 

Aqui vos dou a conhecer um excelente Blog.

Com uma narrativa fácil, repleta de histórias vividas na primeira pessoa.

São simples narrativas, que não pertencem à categoria do realismo mágico.

É o único que sigo afincadamente.

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 19:10 | comentar | ver comentários (3)
Sábado, 25.06.11

I Love my Tattoos

publicado por PensamentosArticulados às 14:28 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 23.06.11

Weeee.. E assim aconteceu a Odisseia Bloop!

E Sábado, lá para os lados da Invicta, tudo começou assim.. batida sobre batida, até ao estouro final.
Este é o primeiro de 4 clips que mostram a odisseia da Babylon Tower, a torre que quase caiu (e eu também), a 18 de Junho!
publicado por PensamentosArticulados às 22:09 | comentar

Loneliness

Solidão só..

Solidão acompanhada..

Solidão sem nada

Nada mais além

do que solidão só

Só fico sentindo

passos da solidão vindo

 

Irónica ironia, diz

dar de beber à tua fome vou 

dar de beber à tua dor eu vou

É ela solidão que me amordaça

É ela podridão que me enlaça

 

tão triste que ela é 

tão pálida que ela se afigura 

Entre o murmúrio e o bater do pé 

Sinto a solidão cada vez mais vindo

mais junto mais desafogada

mais triste mais cheia de nada

 

Irónica ironia, diz

dar de beber à tua fome vou 

dar de beber à tua dor eu vou

É ela solidão que me amordaça

É ela podridão que me enlaça

 

Escura é a solidão

tarda ao entardecer

Espectro presença

Embarca tremendo

na minha triste tristeza 

 

 Irónica ironia, diz

dar de beber à tua fome vou 

dar de beber à tua dor eu vou

É ela solidão que me amordaça

É ela podridão que me enlaça

 

Alcova ou Alvéolo

Buraco ou cela

Não importa o lugar

São tudo espaços vazios

Erguidos por ela

 

 Irónica ironia, diz

dar de beber à tua fome vou 

dar de beber à tua dor eu vou

É ela solidão que me amordaça

É ela podridão que me enlaçada

 

 

 

 

                                                                                       

 

                                                                                   

                                                                                                   

 
                                                                                                  
 

 

 Loneliness only 

 Accompanied solitude 
 Solitude nothing
 Nothing left but

 the loneliness that only

 I'm just feeling 

 steps from loneliness coming

                                                                                                   

 Ironic irony, says
 give drink to your hunger will
 give drink to your pain i will
 Is it loneliness that gag me
 It is rot that she hugs me  

                                                                                                                      

 so sad that she is
 so pale that it seems
 Among the murmuring 

 and the beating of the foot
 I feel the loneliness coming

 increasingly more together

 more unobscured

 saddest more

 full of nothing


                                                                                                 

 Ironic irony, says

 give drink to your hunger will
 give drink to your pain i will
 Is it loneliness that gag me
 It is rot that she hugs me

                                                                                             


 Dark is the loneliness

 slow at sunset
 spectrum presence
 Embark tremendous
 in my sad sadness

 Ironic irony, says
 give drink to your hunger will
 give drink to your pain i will
 Is it loneliness that gag me 
 It is rot that she hugs me  
 
  Alcove or Socket
  Hole or cell
 
No matter where
  They are all empty spaces
  Raised by her

  Ironic irony, says
  give drink to your hunger will
  give drink to your pain i will
  Is it loneliness that gag me
  It is rot that she hugs me      


 


                                                                                                    

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 19:05 | comentar | ver comentários (2)

I'm a clumsy little prick!

 

 

This is how I look without makeup
And with no bra my ninny's sag down lo
My hair ain't never hung down to my shoulders
And it might not grow
Ya' never know

But I'm clever when I bust a rhyme
Cleva always on ya' mind
She's cleva and I really wanna grow
Buy why come you're the last to know

Gotta little pot in my belly
So now a days my figure ain't so fly
My dress ain't cost nothin' but
Seven dollars but I made it fly
Tell ya why Cause I'm clever when I bust a rhyme
Cleva always on ya' mind
She's cleva and I really wanna grow
Buy why come you're the last to know!!

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 18:05 | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 22.06.11

Dancing is my life

 

it takes great 
emotional instability 
to give birth to
a dancing star
 
publicado por PensamentosArticulados às 23:42 | comentar
Terça-feira, 21.06.11

How do you feel today?

publicado por PensamentosArticulados às 21:51 | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 20.06.11

When certain studies to confirm a 'shit' reading

 

 

 

Li um dia destes numa dessas conceituadas, cultas e informativas revistas.

E não vou dizer o nome, porque não me pagam a publicidade.

O seguinte:  Um novo estudo sobre a «sexualidade».

Mostra que eles procuram amor e intimidade,

mas não abdicam do poder e da liberdade.

Nem se fartam do sexo e da novidade.

Feios, porcos e maus. Dominadores, básicos e sem um pingo de romantismo.

Pior, só pensam com a cabeça de baixo! - E agora eu questiono: Mas será que

ainda existe alguma mulher que, não possua conhecimento sobre estes factos? 

Eles são tudo isso e, outros substantivos e adjectivos mais.

Qual o propósito do estudo? Avivar e, reforçar o que já vem sendo evidenciado por eles?

O homem é assim por natureza!

Ou, será que acabou de surgiram uma espécie de tríade, alheada, infoexcluída de tal  forma

que, chegaram ao mísero  ponto de achar que o homem não é um submisso cheio de fraqueza?

Se sim, pronto, nada contra, sou da legitima opinião de que, devemos sempre de reforçar 

certas questões, dá  mais ênfase à «coisa». O povo gosta de ser sempre lembrado.

Não vá ele esquecer temas tão preciosos e fundamentais como este.

E tudo isto para dizer o quê, no fucking news for read! Only studies of shit.

By the way, that just makes me tired eyes.

Enfim, como disse alguém «O que importa é que andem entretidas a escrever.

Tudo o que as afaste da «droga».

Ah.. Convém referir que o texto é (e só podia ser) de uma mulher.

O texto do estudo é da responsabilidade de: Clara Soares.

 

PS: A Revista custa a módica quantia de 3€.

 

publicado por PensamentosArticulados às 23:44 | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 19.06.11

Com o Pitch mais ou menos afinado

 

 

 

Há uma coisa que me tem inquietado.

Desde que sigo alguns DJ's e, desde que frequento o dance floor. 

Poder-se-á dizer que um DJ é um músico de raiz? Of course not!

O trabalho de um DJ, é,  manipular e inserir novas composições

nos fluxos de informação sonora preexistente.

Usando fragmentos de músicas gravadas

para fazer novas composições.

Se o conceito/ideia de um DJ é uma ideia que tem que ver com o ir buscar coisas,

outras composições musicais existentes e criar novas sonoridades,

o resultado é apenas um novo produto em relação ao anterior, ao que já existia.

Por exemplo: Um DJ vai buscar uma música à história da música e faz uma nova composição musical.

Enquanto a inscreve numa nova classificação.

Os DJ's misturam uma  coisa com outra coisa.

Estes alteram a identidade, ao transformá-la numa outra coisa.

Ou seja, alteram o produto original.

Portanto, não podem ser considerados musicos de raiz. 

publicado por PensamentosArticulados às 20:17 | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 17.06.11

Dont think a lot about this shit let's playing!

 

 

 

Often women

when they lack of attention.

And someone comes to bridge this failure.

Easily see  the Frog a Prince.

 



  



 
 


publicado por PensamentosArticulados às 22:02 | comentar | ver comentários (1)

Victim Shoes

 

 

 

 

 

  Adoro sapatos..

  (tem cerca de «100»).

  E assim que vi estes Prada,

  muito retro contemporâneo.

  Apaixonei-me de imediato!

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:35 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 16.06.11

O maior golpe cometido contra os E.U.A pela governação Bush

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:33 | comentar | ver comentários (1)

Quando o corpo pede descanso

 

 

 A pensar seriamente em..

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 20:48 | comentar | ver comentários (1)

O que os homens deveriam de saber sobre as mulheres

 

 

 « As mulheres possuem uma maldade própria e secreta,

   que se manifesta de forma subtil  em pequenos gestos

   e comentários sarcásticos para quem está de fora, e

   que na intimidade atinge níveis de terrorismo emocional

   de tal forma elevados que podia facilmente tornar-se

   objecto de estudo por parte da Amnistia Internacional.

   É a nossa vingança; os homens lutam para fora, nós

   lutamos para dentro. Vocês erguem espadas e espinguardas,

   nós levantamos a confusão e criamos a discórdia. Vocês afiam lâminas

   nós afiamos a língua.  Vocês querem vencer o inimigo fora de portas

   nós inventamos o inimigo do lado de dentro das paredes.

   Se por qualquer motivo caem no labirinto do desencanto,

   somos capazes de tecer a mais pérfida das   

   das teias, até vos roubarmos todas as armas, todas as defesas

   e vos deixar sufocados e paralisados, vítimas de uma armadilha fatal. 

   Não somos melhores nem piores, apenas lutamos de forma diferente, e

   em nome de outras causas. Porque embora feitos da mesma matéria,

   não sentimos o mundo da mesma maneira.   

                                            

                                                                             ( M.R.P)

 

                          

publicado por PensamentosArticulados às 20:19 | comentar | ver comentários (1)

Black And White

 

 

 

 I took my baby on a Saturday bang

Boy is that girl with you
Yes we're one and the same

Now I believe in miracles
And a miracle has happened tonight

But, if you're thinkin' about my baby
It don't matter if you're black or white

They print my message in the Saturday Sun
I had to tell them I ain't second to none

And I told about equality and it's true
Either you're wrong or you're right

But, if you're thinkin' about my baby

It don't matter if you're black or white

 

I am tired of this devil
I am tired of this stuff
I am tired of this business

 

Sew when the going gets rough
I ain't scared of your brother
I ain's scared of no sheets
I ain't scared of nobody
Girl when the goin' gets mean

Protection


For gangs, clubs, and nations
causing grief in human relations
It's a turf war on a global scale
I'd rather hear both sides of the tale
See, it's not about races
Just places


Faces
Where your blood comes from
Is were your space is
I've seen the bright get duller
I'm not going to spend my life being a color

Don't tell me you agree with me
When I saw you kicking dirt in my eye

But, if you're thinkin' about my baby

 

It don't matter if you're black or white

I said if you're thinkin' of being my baby
It don't matter if you're black or white

I said if you're thinkin' of being my brother
It don't matter if you're black or white

 

Yea, yea, yea now
Yea, yea, yea now

It's black, it's white
It's tough for them to get by
It's black, it's white, whoooo..

 

  

 

 

 

 

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 14:48 | comentar

Porque existem os que vivem, e os que existem simplesmente

 

publicado por PensamentosArticulados às 00:03 | comentar
Terça-feira, 14.06.11

Este Estado de coisas

Se a campanha eleitoral nada esclareceu, as eleições tiveram um efeito benéfico: expurgar o clima deletério que há muito vinha envolvendo o País.

Clima de medo, de obediência não crítica e, sobretudo, de desorientação perante o futuro.

Abrir possíveis torna os individuos mais inteligentes. Pelo contrário, quando os que deviam dar o exemplo de transparência e de verdade, apresentam constantemente falsas imagens da realidade, desdizendo o que dizem de um dia para o outro, sempre com a mesma firmeza e convicção, instala-se na população esse modelo de impunidade no descaramento e falta de exigencia ética política e, em muitos o desnorte que impede de pensar  e escolher. Tudo isso, esperemos, vai mudar.

Porque o povo votou indiscutivelmente para mudar, quer dizer, para abertura de possíveis, o que a governação anterior já não era capaz de fazer.

O que é paradoxal é que, a esperança de mudança nasce no momento de uma crise gravíssima e que vai agravar-se ainda mais.

A banca, já anunciou que os novos contratos de crédito habitação, Spread ou Euribor, terão cláusulas muito específicas, que permitirão aos bancos aumentar os juros quando houver variação nos mercados. Como sabemos, os mercados financeiros são instáveis.

O que será um cenário de uma profunda instabilidade, para quem contrair crédito habitação.

O que faltou por esclarecer foi o estado de bancarrota  em que o País se encontra. 

Mas, nós, sabemos dos milhões, dos muitos milhões sempre para os consórcios privados.

Autoestradas e contrapartidas pelas portagens para a Mota-Engil e Grupo Espirito Santo.

Tudo isto, e muito mais em relatórios, que o Tribunal de Contas não queria divulgar antes das Eleições. 

Existem padrões de verdade instituída, e dentro desses padrões, sabemos, sem dúvida o que é a verdade, mas nenhum sistema é infalível.

É certo, a dúvida é a existência de tudo aquilo que desconhecemos.

E, é uma falácia pensar que os governos governam, nenhum governo no mundo governa, a  não ser que siga os passos ( e, Passos Coelho seguirá  os passos) de quem está acima dele. Tendo em conta que, nos Estados Unidos da América, uma campanha eleitoral custa milhões e milhões de euros.

Quem pensa que as pessoas que puseram o Presidente Obama na cadeira dourada o vão deixar fazer as suas políticas, independentes dos seus interesses não está muito bem da cabeça.

Somos geridos por poderes financeiros. Tenhamos em conta o caso da Grécia, há cerca de um ano e meio, foram ao País, os representantes do Banco Central Europeu, da Reserva Federal e do Fundo Monetário Internacional.

Pessoas que não foram eleitas por ninguém, e disseram ao presidente do País ( que é eleito pelo povo, não é o chefe de uma tribo africana à imagem dessas tribos que vemos agora no programa da TVI ) o que tinha que fazer, onde tinha que cortar. Mas quem são estas pessoas? Estas pessoas são representantes de poderes financeiros, cujo o interesse é assegurar-se de que o seu dinheiro está em boas mãos, e por isso os presidentes dos países têm que seguir ordens deles.

Como também aconteceu com a Irlanda. O mundo da massa social, o nosso mundo, sobre o qual lemos todos os dias nos jornais é um mundo absolutamente irreal. O mundo real é um mundo invisível, o mundo que move os círculos do poder para que nós não vejamos o que se está a passar, portanto, e para além de estarmos a ser geridos por essas organizações, a nossa vida está também controlada pela nossa ignorância, acima de tudo somos ignorantes, não compreendemos nada.  Portugal é um país morto, é um cadáver, não tem recursos naturais, não tem indústria ligeira, como vai sair da crise? Aquilo que estão a propor é o mesmo que tomar cianeto para o mau hálito. É uma loucura, não tem qualquer sentido, se querem sair da crise, têm que sair do euro,( a Suíça é um bom exemplo, ao ter ficando fora do euro)  regressar à moeda nacional, ao seu Estado-Nação, ao seu sistema financeiro, eliminar todos os bancos que brincaram como se o País fosse um casino de Las Vegas, nem mais um cêntimo aos directores destes bancos, como foi feito na Islândia. 

Esperemos agora que o País tenha vontade de se restituir a si próprio.

E fundamentalmente, que os portugueses tenham a capacidade de restituir a sua inteligência de acção.

Capacidade de agir melhor.

 

 

 

publicado por PensamentosArticulados às 21:53 | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 02.06.11

La Isla Bonita

publicado por PensamentosArticulados às 13:59 | comentar | ver comentários (8)
Quarta-feira, 01.06.11

O cérebro e a Mentira

 

'

 

 

Li um dia destes na revista «Focos» uma notícia deveras interessante.

O cérebro e a Mentira': Investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA.

Descobriram que quem tem dificuldade em interpretar sarcasmos e identificar a mentira

apresenta maior possibilidade de vir a sofrer de doenças cerebrais degenerativas.

A investigação descodificou qual a parte do cérebro responsável pela identificação da mentira e do sarcasmo.

E percebeu também que as doenças degenerativas atacam primeiro essas mesmas regiões.

- E vendo bem, a generalidade das pessoas cuja capacidade de hermenêutica é muito deficiente,

levar-me-á a pensar que muita gente virá a sofrer desse «mal'zinho».

publicado por PensamentosArticulados às 22:22 | comentar | ver comentários (5)